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Um atento estudo discursivo pode revelar que a literatura de auto-ajuda
tem um lado implicitamente omisso e até perverso
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Os livros de auto-ajuda são um
sucesso absoluto de vendas
em vários países e no Brasil especialmente.
Enquanto as vendas
das demais publicações crescia,
no começo da década, em torno
de 35%, o consumo desses livros
atingiu 700% do mercado em 2002,
como destacou na época a revista
Veja. Hoje, basta ver as listas semanais
dos livros mais vendidos
para constatar que a auto-ajuda
quase sempre está entre os primeiros
e, quando não, domina a lista
dos dez mais. O fenômeno mais
recente do gênero é O Segredo, da
australiana Rhonda Byrne, com
tiragem superior a 1,2 milhões de
exemplares desde seu lançamento
no Brasil, em abril de 2007, batendo
recorde histórico de livro mais
vendido no país em um ano.
Embora as obras mais vendidas
sejam estrangeiras, autores
brasileiros de auto-ajuda também
têm livros bem aceitos no mercado
nacional. Lair Ribeiro, por
exemplo, vendeu mais de 1,5 milhão
de exemplares. Além disso,
alguns de seus livros já foram traduzidos
em países da Europa e
da América Latina.
Os livros abrangidos sob o
rótulo “auto-ajuda” são aqueles
que prometem ensinar fórmulas
maravilhosas e infalíveis para
a realização bem-sucedida de
uma série de tarefas. Desde ter
sucesso profissional e financeiro
até curar doenças crônicas, passando
por temas como auto-confiança, relacionamentos, fobias,
dietas, depressão, meditação, estresse,
vícios, marketing pessoal,
religiosidade, neurolingüística,
etc. São obras que tratam de várias
aspirações corriqueiras, comuns
a um conjunto indefinível
de pessoas dos mais variados lugares,
classes sociais e idades.
Confira
o final desta reportagem comprando
a revista discutindo Língua Portuguesa,
que está disponível nas Bancas.
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