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O jingle completa 80 anos de muito sucesso como poderosa
ferramenta publicitária
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Já é hora de dormir / Não espere
a mamãe mandar /
Um bom sono pra você / E
um alegre despertar.” Não
parece, mas já faz 40 anos que o jingle
dos Cobertores Parahyba entrou na
vida de milhares de crianças brasileiras
da época. Ao ouvi-lo em um comercial
veiculado sempre no mesmo
horário, já se sabia que era o momento
de ir para a cama.
O poder da música é impressionante.
Contagia, sensibiliza, comunica
e leva à reflexão. Tudo isso de
um modo dinâmico e gostoso, que
contribui para a retenção de mensagens
de qualquer natureza. Assim, o
jingle é uma ferramenta essencial à
publicidade, pois auxilia na fixação
de conceitos inerentes às marcas e
aos produtos por ele anunciados.
Considera-se jingle (do Inglês
“tinir”, “tilintar”) a canção de conteúdo
voltado à promoção de produtos
e serviços. Pode ser utilizado
em narrativas de comerciais de televisão
ou cinema, ser veiculado por
modernos meios eletrônicos – podcast,
celulares, internet –, além de
ser perfeito na mídia que o consagrou,
o rádio. Afinal, o jingle nasceu
há 80 anos para ocupar os intervalos
comerciais dos programas radiofônicos.
O primeiro de que se tem notícia
foi produzido em 1926 para o
Wheaties, cereal matinal da empresa
estadunidense General Mills.
Através do tempo
O jingle aproveitou inicialmente
a evolução do rádio e deu carona a
várias marcas. Entre as décadas de
40 e 50, o Sal de Frutas Eno anunciava “Azia / Eno / Mal-estar / Eno / Garante
alívio imediato”. Data desse
período outro clássico brasileiro: “O
vinagre Castelo é o melhor pra mim /
(...) Castelo / Faz o molho cheiroso e
gostoso / É o vinagre verdadeiro”.
Nos agitados anos 60, as Casas
Pernambucanas deram o tom. Nas
festas de fim de ano se podia ouvir “Dezembro vem o Natal / Os presentes
mais bonitos / As lembranças
mais humanas / Para seus entes
queridos todos vão gostar / Natal
nas Pernambucanas / Em todos os
lares / Que a paz seja total / E mais
os nossos votos / De um feliz Natal”.
Criação de Chico Oliveira, o
jingle em questão funcionou como
dois-em-um. Primeiro, lembrava
ao público que lugar de comprar
presentes era nas lojas Pernambucanas.
Depois, arrematava com os
votos tradicionais da época natalina.
Simpatia e senso de oportunidade
de mãos dadas.
“O tempo passa / o tempo voa / e
a Poupança Bamerindus / continua
numa boa.” Esse jingle permanece;
já o banco, entrou para a História. Se
precisar de empréstimo, porém, não
se preocupe, “Quem disse que não
dá? / Na Fininvest dá”. E caso a dor
seja na perna mesmo, e não no bolso,
relaxe: “Tropeçou, caiu, machucou?
/ Tem que ser Gelol”.
Essas são algumas pérolas de
canções publicitárias que atravessaram
o tempo. Hoje embalado por
pagodes, raps, funks, tecnos, rocks
de todos os gêneros, enfim, por ritmos
ao gosto de cada público-alvo,
o jingle continua não apenas agradando
aos ouvidos mais sensíveis, mas também mexendo, e muito,
com a cabeça das pessoas.
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