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Para escrever coerentemente não basta
evitar a contradição interna. É preciso estar
em sintonia com os dados contextuais |
Todos os textos estão inseridos em um contexto social, político,
cultural, econômico… enfim, em um contexto externo. Assim, eles
apresentam relações internas de significação – que correspondem a
sua dimensão semântica – e relações externas, que remetem à realidade
por eles designada e que constituem sua dimensão pragmática.
O trecho a seguir, por exemplo, quando foi redigido, era muito
mais “compreensível” do que hoje em dia:
A cooperação soviética: casamento com o parceiro errado
Sob a ótica dos países ocidentais, a escolha de um lançador
soviético, com transferência de tecnologia, seria interpretada
como uma demonstração do desejo do Brasil de desenvolver
uma capacidade militar (mísseis) fora dos quadros de
uma coordenação internacional (regras do MTCR).
A opção soviética deixaria os países ocidentais extremamente
sensibilizados, podendo gerar problemas políticos
e entraves na absorção de tecnologias de ponta, inclusive
em outras áreas.
A ilusão de transferência soviética pode ser exemplificada
com o recente episódio da utilização do SCUD pelo Iraque. O
míssil soviético foi vendido ao seu grande e tradicional aliado
na região, mas o seu desenvolvimento só foi possível com a
aquisição de tecnologias ocidentais.
SCUD ou PATRIOT: eis a questão.
Memorando recebido
pelo chefe do Gabinete Militar da Presidência da República
Folha de S.Paulo, 31/02/91
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o final desta reportagem comprando
a revista discutindo Língua Portuguesa,
que está disponível nas Bancas.
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