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SEPARADOS NO NASCIMENTO
 

O idioma falado na região espanhola da Galiza é, além de parente próximo
do Português, o símbolo de uma cultura de resistência social e política


A
primeira lembrança quando se fala em Santiago de Compostela é a do caminho místico, que muitos fazem em peregrinação pelo noroeste da Espanha. Nessa região, entretanto, denominada Galiza, é falada uma língua que guarda uma estreita relação com o Português: o Galego.


Atualmente existem 3 milhões de falantes do Galego, concentrados principalmente na Comunidade Autônoma da Galiza e nas áreas ocidentais das Astúrias, Leão e Zamorra, no noroeste da Espanha.


É um idioma que, devido às circunstâncias históricas, ficou restrito
a ambientes informais da sociedade. Só em 1981, ano da territorialização do Estado da Espanha em Comunidades Autônomas, o galego foi considerado – juntamente com o catalão e o basco – uma das línguas co-oficiais, ao lado do Castelhano. A Espanha, finalmente, reconhecera que sua cultura não era homogênea, tampouco monolíngüe.


Mas durante sete séculos, a sociedade galega usou dois sistemas lingüísticos diversos: a norma castelhana, cuja oficialidade favorecia o seu uso em todos os segmentos sociais; e a norma galega, restrita a algumas variantes, principalmente nos ambientes domésticos e nos setores informais da sociedade.

 

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