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O
programa de rádio pela internet Papo sem Furo
provou ser um eficiente canal
de comunicação
entre alunos do ensino
fundamental de Curitiba
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Ninguém
mais duvida que a comunicação faz a diferença.
Mas ser responsável por um programa de rádio,
organizado por adolescentes e voltado, sobretudo, para eles,
mexeu com a equipe de Língua Portuguesa do colégio
Positivo, em Curitiba (PR). Semanalmente teríamos um
novo grupo de alunos, que precisaria, entre trinta e quarenta
minutos, superar a timidez diante do microfone, demonstrar
tranqüilidade, segurança, domínio do assunto
e apresentar uma linguagem compatível com a ocasião.
Enfrentaríamos, portanto, sistematicamente e num curto
espaço de tempo, novos desafios.
Começamos, então, a formatar o programa. Estabelecemos
como meta a construção de um momento em que
a comunicação fosse usada como instrumento para
informar e sensibilizar as pessoas. Segundo o relato dos próprios
alunos, o projeto, no início, foi um “verdadeiro
sufoco”. Eles ficavam inseguros e com a voz trêmula;
precisavam se policiar em relação ao vocabulário
usado, além de não conseguirem se desligar das
perguntas previamente elaboradas. Com o tempo, eles foram
se soltando e perceberam a importância de desenvolver
certas habilidades, de se habituar à linguagem formal
– indispensável em algumas situações
– e de trabalhar em grupo.
A
proposta, hoje já bem definida, consiste na apresentação
de um programa de entrevistas, transmitido ao vivo pela Teia,
a rádio experimental do curso de Jornalismo do Centro
Universitário Positivo (UnicenP), veiculada pela web.
O programa “Papo sem Furo” conta com dois âncoras:
um acadêmico do curso de Jornalismo e um professor de
Língua Portuguesa. O nome foi escolhido em razão
do encaminhamento sério dado às discussões,
que incluem temas diversos, com o objetivo de trazer informações
significativas aos participantes e aos ouvintes.
Em princípio, todos os alunos de 4ª a 8ª
série que manifestem interesse podem participar como
entrevistadores. O professor da turma se reúne com
o grupo envolvido e, juntos, decidem o tema e escolhem o convidado.
Em seguida, parte-se para o convite ao entrevistado, para
as discussões sobre o tema e a elaboração
das perguntas. Dessa maneira, convivemos com uma garotada,
entre 10 e 14 anos, que tem postura de adulto – sensibilizando-se
diante dos problemas sociais que o País enfrenta, como
a situação do idoso, das drogas e da violência.
Além disso, esses jovens expressam suas idéias
e posicionam-se em relação a questões
polêmicas, como a utilização de células-tronco
na cura de doenças ou a circulação de
organismos geneticamente modificados.
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