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Última edição / Carta ao leitor
 

Desemprego, violência, decepção amorosa, frustração profissional, falência, corrupção, doença, morte: às vezes, nesta bela e imprevisível caminhada pela vida, temos que encarar uma ou algumas destas tristes palavras. E, em momentos de crise, o mínimo que se espera é uma palavra amiga. Mas, quando a palavra amiga parece realmente mínima,
qual é a saída? Para cada vez mais gente, a luminosa ajuda nessas horas difíceis está nas livrarias, geralmente no balcão dos mais vendidos.


A literatura de auto-ajuda é um fenômeno crescente em todo o mundo e sem o mínimo sinal de declínio à vista. Seus críticos são muitos e, freqüentemente, enumeram centenas de motivos para depreciá-la, como a falta de base científica de muitas proposições e a impossibilidade de análise detalhada para fornecer soluções específicas. Há até uma frase que ficou famosa, cunhada pelo escritor Christopher Buckley: “o único modo de enriquecer com um livro de auto-ajuda é escrevendo um”. Apesar de tantos avisos, nada parece abalar esse mercado, que continua a atrair milhões de leitores em todo o mundo e a gerar um imenso mercado que inclui cursos, palestras, filmes, programas de televisão, etc. Do ponto de vista lingüístico, a Discutindo Língua Portuguesa revela, em seu artigo de capa, algumas características e artifícios usados pelos autores de auto-ajuda para angariar um público tão extenso e fiel.

 

Outro recorrente argumento contra a auto-ajuda diz que nenhuma grande personalidade atingiu o sucesso por meio desse tipo de livro. Escritores, artistas, empresários e cientistas renomados atingiram suas metas por meio de talento, competência, esforço pessoal e muito conhecimento. É para os interessados nesse último atributo o restante da revista: Câmara Cascudo, técnicas de redação, o romani dos ciganos, análise da regência do verbo ser, Evanildo Bechara, etimologia de “obsessão” e “obcecar”, a primeira gramática de Fernão de Oliveira, enfim... Muito conteúdo para quem prefere se ajudar consumindo inteligência e educação.


Uma ótima leitura!



A Redação de Discutindo Língua Portuguesa



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